Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Maio 22 2011

 

CARÇÃO/RIO FRIO/PORTUGAL !

 

Adriano Augusto da Costa Filho

 

 

      Em eras imanentes elas vieram,

      Dos Celtas povos maravilhosos.

      Romanos,Mouros ali pararam,

      Na Lusitânia dos povos brilhosos !

 

      Rio Frio de um povo encantado,

      Foi Rívulo Frígido do Monte.

      Da era Romana destacado,

      Por séculos e séculos avante !

 

      Desses tempos seculares,

      Vem caminhando meu cerne.

      Em séculos aos milhares,

      O meu espirito e minha carne !

 

      Dos Anes eu vim caminhando,

      Em séculos e séculos sem fim.

      Mãe, primos, Avós adorando,

      Como flores plantadas num jardim !

 

      De Carção terra infinita,

      Terra de grandiosos povos.     

      Nunca a alguém fez desdita,

      Para os antigos, como aos novos !

 

      Carção dos Celtas benditos,

      Aos judeus deram acolhida.

      Aos mouros e aos romanos,

      Dessa história nada perdida !

 

      Dos Costas sou descendente,

      Do Pai e Avós vim caminhar.

      Ali bordou-se secularmente

      O meu romântico poetar !

 

      Sou brasileiro pelo Sol

      E português pelo Sangue.

      Do Brasil amo todo o rol,

      De Portugal nunca exangue !

 

      De infinitas eras eu vim,

      Caminhando sempre sem fim.

      Amo o meu Brasil altaneiro

      E Portugal o ano inteiro ! 

 

      Amo o lindo Trás-os-Montes,

      Rio Frio, Carção terras lindas.

      Dos rios, as suas vertentes,

      Que vieram de épocas infindas !

 

      Eu vi essas terras tão lindas,

      Beijei seus intocáveis chãos.

      Terras lindas de épocas tantas

      Pisadas por tantos irmãos !

 

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras/MG

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

(colocado por Maria Ivone Vairinho)

publicado por appoetas às 19:31

Maio 22 2011

 

O GRITO DO TEMPO !

Adriano Augusto da Costa Filho

 

 

 

Adriano, quantos anos você tem ?

Ninguém sabe, nem eu também.

Eu, talvez há milhões de séculos,

Todos os cálculos serão incertos !

 

 

O tempo por certo não existe,

Ele voa e no calendário persiste.

Cada dia que passa é um dia há mais

Ou um dia a menos pelos demais !

 

Sou produto eterno da natureza,

Venho vindo a cada ano com certeza.

Sou o mesmo ser que existiu no tempo,

Como plantações repetidas no campo !

 

Já vivi milhões de anos incertos,

Venho de outros corpos certos.

Sou efêmero corpo no momento

E transmiti meu corpo com alento !

 

Só Deus sabe o que estou fazendo,

Se estou rindo ou se estou chorando.

Vou embora um dia só pensando

E por cento na eternidade chegando !

 

Na infância acalentei a saudade,

Nos primeiros passos dessa idade.

No entardecer da vida só lembrando

E da minha vida na saudade recordando !

 

Foi-se embora a infância e a juventude,

Belos tempos em toda plenitude.

A velhice é um tempo de recordação

Que as marcas deixaram no coração !

 

Ninguém de minhas andanças lembrará,

Só as almas que para o infinito irão.

Sou produto eterno da natureza,

Essa verdade existe com toda certeza !

 

Mas, na eternidade sempre viverei, 

Como um diamante brilhante serei. 

Deus criou as almas para o acalentar 

E na eternidade sempre para o amar !

 

O meu corpo um produto finito,

Vai-se embora sem olor restrito.

Ficarão outros corpos benditos

Como nas procissões os séquitos ! 

 

No nosso restrito pensamento,

Saberemos tudo nesse momento..

Encontraremos Deus nesse instante 

E nosso amor não será mais latente !

   

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras/MG

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

(colocado por Maria Ivone Vairinho)

publicado por appoetas às 19:22

Maio 22 2011

 

A  FLORESTA DOS SONHOS !

Adriano Augusto da Costa Filho

 

 

 

A vida é um floresta de sonhos,

Pode ser curta ou de longos anos.

Conhecemos logo no inicio dela,

Que poderá ser ruim ou muito bela !

 

Ela é como uma imensa floresta,

Todo ser quer que seja uma festa.

Por acaso a conhecemos no inicio

E com um ardor todo muito fictício !

 

Ao adentrar nessa floresta imensa,

Iremos partilhar toda sua vivência.

Não poderemos mais nela recuar

E só para a frente poderemos andar !

 

Se nela enveredarmos muito,

Não teremos como recuar tanto.

Só iremos tentar descobrir caminhos

Como um artista compõe seus hinos !

 

Muitas vezes estamos dentro dela,

E devemos pensar como ela é bela.

Essa floresta imensa que é a vida

Só com o amor não será toda perdida !

 

Muitas vezes na nossa existência,

Que para nós é toda uma essência.

Essa vereda não conseguimos achar,

Que poderia nossa vida modificar !

 

Nada poderemos fazer nessas alturas,

Até que nossos sonhos sejam molduras.

Para podermos nossas virtudes praticar,

Com carinho, paixão e só para amar !

 

Teremos que deixar de lado a ambição,

Que só maltrata nosso pobre coração.

Deixar de lado o ódio e o desamor

E praticar o bem ao próximo com fervor !

 

Nada poderemos fazer no fim da existência,

Porque tivemos tempos com toda essência.

As veredas da floresta de sonhos são tantas,

Que só para Deus terão suas importâncias !!!

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

 

(colocado por Maria Ivone Vairinho)

publicado por appoetas às 19:09

Maio 22 2011

 

O  T E A T R O !


Adriano Augusto da Costa Filho

 

Em priscas eras, lá na Grécia
E também no império da Pérsia.
Os estudos eram concentrados
E os estudantes eram premiados !

 

Passaram-se milhares de anos,
Alguns belos,outros insanos.
Mas, nestes nossos momentos,
Estamos agora em outros tempos!

 

No passado desses tempos,
Infindáveis de grandes alentos.
O Teatro dos gregos e troianos
Era mostrado por anos e anos !

 

Verificando os anais d'antiguidade
E sabendo dessa veracidade.
Todos os escritores e poetas
Faziam parte dessas festas !

 

Nesses tempos lá na Grécia,
A obra teatral era linda e sadia.
Quem as escrevia com beleza,
Os lauréis recebia com certeza!

 

Para salvar a nossa humanidade,
Em qualquer época de nossa idade.
Só o Teatro com sua nobre arte,
Trará para nós todo seu suporte !

 

Ele é o edifício das obras dramáticas,
Mostra a beleza das canções líricas. 
Respaldo sempre da humana arte,
Há todo sempre e em qualquer parte !

 

No Teatro mora a beleza impenetrável,
Mostra à escrita e a poesia memorável.
Nos premiou em séculos e séculos sem fim.
Dourado "Teatro" como um prêmio de Marfim !

  

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo.

Movimento Poético Nacional.

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.

Academia Virtual Poética do Brasil.

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil.

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

 

 

(colocado por Maria Ivone Vairinho)

publicado por appoetas às 19:01

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